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VIDA QUE VIDA?

A vida arrasta o homem
Pelos labirintos do desespero
A doença que consome a carne
Os tormentos que consomem o espírito.

A crença é uma lenda de outrora
Este tempo não mais existe...
Agora a grande corrida pelo ouro
Consome os belos dias de romance.

Todos trilham este caminho
Buscam arranjar um belo ninho
O conforto que o ego consome...
Amizades, escassas, nos anos se perdem.

Nesta luta cujo final já sabemos!
Nada duradoura, simples miragem,
Viajem a horizontes duvidosos...
Consolo dos dias que se vão, em vão.

Amarga na tristeza em busca da alegria.
A felicidade tão almejada é parca!
Nos trilhos, na linha, não há horizonte,
O sol, que nutre a vida, é frio.

As estrelas que brindavam a noite...
Hoje são simples, astros com nomes definidos,
O amor, que outrora, ardia à luz do luar,
É apenas o desafio pelo sexo ardente.

Homem e mulher numa conjunção,
Carnal, humanos ou animais, o que dizer.
Das feras, que atacam por defesa.
Enquanto homens matam por prazer.

O cachorro que lambe rosto do dono
É puro e sincero, porque é fiel.
O cão segue o dono noite e dia...
O homem persegue seu tesouro dia e noite.

Sem escrúpulos busca o poder!
Arma armadilhas, tramas, e o que for possível,
Para obter o que lhe é proibido.
Despido do caráter e da honra, segue enfrente.

Escraviza seus prepostos...
Tornasse o dono do meio social...
Risca os corpos com longo chicote...
Tal qual o Senhorio dono dos escravos de outrora.

Ronaldo Balbacch
São Paulo – SP, 19 de maio de 2010.

RONALDO BALBACCH
Enviado por RONALDO BALBACCH em 18/05/2010
Alterado em 22/05/2010

Música: LOVE STORY - BETHOVEN

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